sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mini Curso Bateria

  • PRATO


Há 2 tipos de pratos que podemos chamar de base:

· Condução (ride) - onde conduzimos a música.
Nele também podemos usar a Cúpula (bell ride).
· Ataque (crash) - usado para início do tema, um acento na música ou final de um fill (que é a "uma virada" nos tons e tambores, terminando no prato de ataque.

Como os pratos da bateria são também peças extremamente delicadas, cuidado no transporte. Ao tocar nos pratos mais finos, a intensidade com que se toca deve ser menor pois ele soará perfeitamente com um simples toque com a baqueta
.

  • TAMBOR

Depois do bumbo, é a peça mais grave da batera.
Faz a ligação dos toms para o bumbo.

A afinação do tambor é médio-grave ou grave.
Para deixá-lo com estas características mantenha a pele do tambor levemente solta. A pele resposta deve estar mais apertada do que a pele de ataque.

Ao afinar dê o mesmo número de volta em todos os parafusos.
Para checar a afinação da peça, toque a pele levemente com a chave de afinar perto de cada parafuso (aproximadamente 2 cm, do aro para a pele) e perceba se todos os parafusos estão dando o mesmo harmônico. Se estiverem tudo igual, ótimo! Você deverá tocar a peça com a baqueta para sentir se é realmente esse o som que você quer. Se quiser um som mais grave (soltar mais os parafusos) ou mais agudo (apertar mais os parafusos).

Tambor

  • TOM-TOM

É onde damos o "colorido" extra no ritmo que estamos tocando.
Basicamente as baterias vem com 2 toms.
Eles são afinados da seguinte maneira:
Tom 1 (menor) - som mais agudo.
Tom 2 (médio) - som mais médio.

Ao afinar dê o mesmo número de volta em todos os parafusos. Para checar
a afinação da peça, toque a pele levemente com a chave de afinar
perto de cada parafuso (aproximadamente 2 cm, do aro para a pele) e perceba se todos os parafusos estão dando o mesmo harmônico. Se estiverem tudo igual, ótimo!

Você deverá tocar a peça com a baqueta para sentir se é realmente
esse o som que você quer. Se quiser um som mais grave
(soltar mais os parafusos) ou mais agudo (apertar mais os parafusos).


Tons

  • CAIXA/ARO

Usada em combinação com o bumbo na execução de quase todos os ritmos o som dela é na maioria das vezes seco e médio-grave.
É nela que treinamos a maior parte das técnicas das mãos.

Ao afinar dê o mesmo número de volta

Caixa

  • BUMBO [Bass drum]

É a peça mais grave da bateria. Tem um som forte, geralmente mais
abafado que as outras peças da bateria - exceto no jazz, bossa-nova, e
ritmos mais "excêntricos", que costumam deixá-lo sem o abafador
ou pouco abafado.

Ao afinar dê o mesmo número de volta em todos os parafusos.
Para um som mais grave, deixe a pele onde o pedal toca mais solta
que a da frente.
Para abafar o bumbo, é aconselhável colocar uma espuma que toque ambas as peles.

Bumbo

  • CHIMBAL

Usamos o chimbal para fazermos a condução na música.
Seu som é agudo e é formado por dois pratos que se tocam no momento que acionamos o pedal da máquina de chimbal com o pé.

Chimbal

Procure proteger os pratos de cima usando feltros para prendê-los na presilha.

Estes feltros devem ser colocados da seguinte forma:

chimbal
Todo o cuidado com esta peça é pouco.
Por se tratar de uma das peças mais complexas da bateria, evite transportá-lo pelo varão (peça onde é preso o prato de cima) e nunca coloque a baqueta entre os pratos e acione a máquina.

  • PEDAL DE BUMBO

Preso na base do bumbo, é com ele que tocamos o bumbo.

Como se trata de uma peça mecânica, sempre que possível faça uma limpeza no pedal, removendo toda a poeira e lubrificando (sem exageros) todas as partes que necessitam desta manunteção.

A mola do pedal não deve estar nem muito solta (pois o pedal irá demorar
para voltar ao seu ponto de repouso) e nem muito esticada( pois ele ficará muito pesado para ser acionado, dificultando os toque mais rápidos).

Pedal

Capítulo 3: Posição

Este é um fator importante pois pense em dirigir um carro onde o banco não está posicionado para você. O que fazer?? Arrumá-lo antes de ligar o carro. Da mesma forma, devemos ter todos os instrumentos da bateria (caixa, pratos, etc...) à nossa mão, ajustados de maneira que não nos cause desconforto durante a execução.

LEMBRE-SE:

Aquele lance de “prato no céu” é coisa para videoclipe!!! Tudo tem que estar bem próximo à você, ok???


PÉS

O pé direito (Bumbo) tem duas maneiras de toca-lo no pedal de bumbo.

1ª) PÉ CHAPADO: Onde o pedal é acionado com o calcanhar abaixado na sapata.

2ª) PÉ LEVANDO: Onde o pedal é acionado com o calcanhar levantado na sapata.

A primeira posição é mais indicada para músicas mais lentas e a segunda posição é mais indicada para músicas com mais pegada, como o rock e o funk.

O pé esquerdo (Chimbal) segue o mesmo exemplo do pé direito.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Japinha Baterista

Polindo pratos, ferragens e casco


Segue algumas fotos:









Os materiais usados...
- Silvo;
- Cera de auto;
- WD-40;
- Poliflor;
- Silicone Líquido;
- Silicone Industrial;
- Graxa branca;
- Muita estopa, muita flanela e pano.
- Muitíssima paciência!


sábado, 26 de março de 2011

Cascos de Batera

Mahogany Custom Shell Tutorial
8" x 4" Tom picollo

Viva! Venho partilhar convosco todo o processo de construção em casa de uma Shell. Este tutorial não é pioneiro nem o pretende ser, foi totalmente baseado com alterações mínimas do método divulgado pelo grande Tom Fezassus (e que pode ser consultado aqui: http://www.bateristaspt.com/showthread.php?t=4400). Com a consulta deste tutorial e após alguns dias de leituras intensas nos fóruns de construtores de baterias www.ghostnote.com (mais alternativo) e www.drumshed.com (mais low profile), consegui fazer uma shell em condições e com poucos recursos.

Antes de começar, quero apenas referir que não sou profissional de trabalho em madeira nem tenho nenhuma ligação directa a esse meio. O que quero dizer com isto é que, com boa motivação e vontade, conseguimos fazer cenas que nunca pensaríamos conseguir!!!

Contas feitas, dado que foi tudo feito com restos de materiais e ferramentas usuais em qualquer garagem, o custo total foi de (acreditem ou não): € 3,00 ! (folhas de madeira e cola branca).

Assim sendo:

1º passo
Construção do molde
Este molde foi feito para construir um Tom picollo com medidas 8"x4". Para tal usei 3 tábuas de MDF com 1,5 cm de espessura espaçadas com quadrados pequenos de MDF. Para a parede do molde usei acetato grosso de meio milímetro (2 folhas). Papel de alumínio dos pacotes de leite ou Ice tea também é uma boa alternativa para aguentar pressão. Usei acetato porque não encontrei MDF flexível (usado pelo Fezassus) na minha zona. Em portugal, há na empresa http://www.damadeira.pt/

É aqui que entra a matemática.
Para converter em sistema métrico:1 polegada=2,54 centímetros.

Nota: O diâmetro das shells é normalmente redimensionado em menos 1/8 de polegada para a pele encaixar na perfeição, ou seja, uma shell com 8" tem na verdade um diâmetro descontado de 7"7/8 (7,875). O Fezassus usa 7"3/4 e disse-me que aplica esta regra a todas medidas, mas fui alertado por outros construtores que ainda que por pouca diferença, esta medida pode empenar rods.

Assim, cortei em cada tábua de MDF, um círculo correspondente ao diâmetro da shell, descontando 2 milimetros correspondentes às duas folhas das paredes. Encaixar tudo, pregos, cola de madeira, e tá feito! (ver na foto).



2º passo
Corte e colocação das folhas de madeira
Utilizei folha de mogno/mahogany (0,6 mm), por ser uma madeira bonita e das mais baratas (o mogno é utilizado nas DW classic, algumas Pearl Masters e se não me engano nas séries mais antigas da Yamaha Stage Custom). Custou € 2,20/m2 e nem sequer usei 1 m2. Existe no mercado uma grande oferta de folhas, incluindo folhas exóticas. Podem pesquisar nas empresas:

http://www.damadeira.pt/
http://www.mundifolhas.pt/
http://www.multiplacas.pt/
http://www.quimar.pt/

Matemática de novo. Para encontrar o perímetro desta shell, utiliza-se a fórmula Perímetro= diâmetro x Pi onde Pi=3,14159265. Assim, a primeira folha para as medidas 7,875" x 4" (20cm x 10,16cm), teria:
Perímetro=20 x 3,14159264 = 62,83cm.

Assim, cortei a X-acto a primeira folha com 62,83cm por 10,16cm. Coloca-se no molde com jeito, pois a folha de madeira parte com facilidade, e dá-se uma camada de cola de madeira onde vai encostar a segunda folha (ver foto)



3º passo
Colocação das folhas seguintes
As seguintes folhas cortam-se retirando ao diâmetro a espessura da folha anterior, neste caso (2 vezes 0,6 mm, 1,2 mm) e substitui-se na fórmula anterior. Esta folha deve ter os veios da madeira na vertical para oferecer resistência. Deve-se alternar a orientação dos veios para criar uma espécie de contraplacado. Eu fiz com Horizontal, Vertical, H, H, V, H, H, V....



4º passo
Colagem sobre pressão
Após colar a folha, a cola tem de secar sob pressão. Para tal, usei uma câmara de ar de automóvel enrolada dentro do molde. Para distribuir melhor a pressão, coloquei um rolo da massa no centro de pressão. Repetir estes procedimentos de corte, colagem e pressão até atingir um mínimo de 8 folhas. Eu usei 10.



5º passo
Nivelar os edges
Após umas 48 horas de secagem final, a Shell sai do molde com os edges tortos. Para nivelar os edges, construí uma mesa de lixar com uma tábua onde colei uma folha de lixa com cola de contacto. Basta deslizar e rodar a shell sobre a lixa fixa até conseguir uma superfície sem falhas.



6º passo
Bearing edges
O último passo é o de fazer os bearing edges, mas terá de ficar para uma próxima, pois tenho de juntar dinheiro para uma tupia e fresa de 45º (Podem consultar este processo no tutorial do Fezassus).

Despeço-me com uma foto da Shell quase pronta e com um apelo a todos para que se aventurem a construir as vossas Shells! Vão ver que vale a pena e sai muito barato. Eu, como disse, não percebo nada disto e correu muito bem! Qualquer questão, sugestão, dúvida, já sabem... mandem uma private.

terça-feira, 22 de março de 2011

CAIXA PEARL STAINLESS STEEL


Sensitone Elite Stainless Steel Snare

Forte projeção e frequências médias.

As caixas Elite SensiTone oferecem opções incomparáveis para o baterista exigente de hoje. Esta série proporciona um verdadeiro caldeirão de avançada metalurgia, com as opções de 1.0mm Aço (Steel), 1.2mm Aço Inoxidável (Stainless Steel), 1.5mm Latão (Brass), 1.2mm Bronze (Phosphor Bronze) e 1.2mm Alumínio sem emendas (Seamless Aluminum). Cada um destes instrumentos produz um som diferente, próprio da sua alquimia sonora individual. Escolher apenas um não é fácil, então podemos sugerir colecionar a série toda?





Modelo
  • STE1465SS
  • STE1450SS
Tamanho
  • 14” x 6.5”
  • 14” x 5”
Casco
  • 1.2mm Aço Inoxidável (Stainless Steel)
Aros
  • SuperHoop II
Canoas
  • CL-65
  • CL-55
Afinações
  • 10
Parafusos
  • SST-5047
Automático
  • SR-017
Esteira
  • SN1420I

Como comprar Peles para Bateria? Quais as diferenças?


omo comprar Peles para Bateria? Quais as diferenças?


Hoje vamos falar sobre um assunto que ainda deixa muitos bateristas de cabelo em pé: Como comprar a Pele certa para a bateria, vamos falar também sobre as diferenças entre as várias peles, e citar bons usos.

É claro que este artigo é voltado mais para bateristas iniciantes e aspirantes a bateristas, mas pelo que tenho percebido, até bateristas com anos de experiência têm dificuldades entender as diferenças entre as peles para bateria. Ou seja, isso é mais normal do que parece. Então, mãos à obra!

O que são peles?

Peles, casco e aro são a base de tudo para um tambor soar bem, um precisa do outro, as peles são aqueles “filmes” que são colocados entre o casco e o aro.

Qual a diferença de uma pra outra?

Existem peles de diversos tipos, entre elas, as de camada simples (single ply), transparente (clear) ou porosa (coated) e as de camada dupla (double ply), ou seja, duas camadas de pele, clear ou coated também. As que nos referimos com o termo “Hidráulica” são as peles de filme duplo, o encontro das duas peles causa uma impressão visual na pele, que cria a ilusão de haver óleo dentro da pele. Existem também algumas peles denominadas “ebony” por serem pretas, mas tem as mesmas características de uma pele clear.

Porosa ou Transparente? Qual escolher?

peles transparentes Como comprar Peles para Bateria? Quais as diferenças?

As peles porosas dão um som mais brilhante ao tambor, uma ligeira secada também, são bastante indicadas para um som do tipo jazz, funk, bossa-nova, samba MPB, etc etc.. é quase regra utilizar porosa na caixa, para sentir os leves toques e conseguir rufar com mais facilidade, porém muitos bateristas que curtem um som mais pesado utilizam peles peles transparente na caixa também, por proporcionar um som forte, pesado e bem cheio. São feitas também para o uso de vassouras.

Peles clear, são peles mais controladas, não tão gritantes, utilizadas por bateristas de diversos estilos, desde o funk, fusion, até o rock, e metal. São mais utilizadas no bombo e timbalões.

  • Então devo usar somente peles Transparentes para tocar metal e peles porosas para tocar samba?

Lógico que NÃO! Isso vai de cada um, há muitos bateristas de metal com peles porosas, nada impede de que se use qualquer pele para o som que se deseja. Tudo depende do timbre e do tom que você quer tirar da bateria,.

Espessura das peles

Cada pele de determinada marca tem o seu modelo e espessura, existem peles de camada simples mais fina, outras com camada simples mais espessa, uma Remo Diplomat é mais fina que uma Ambassador, por exemplo, assim como as de camada dupla, que também têm essa variação de espessura, uma Remo Pinstripe é mais grossa do que uma Evans G2, proporcionando outro tipo de som.

O que isso influência no som?

Peles de Camada Simples (Single Ply):

As peles de camada simples são indicadas para quem gosta de um som bem ressoante, definido, com uma presença moderada de harmônicos. Na tarola geralmente as peles de camada simples mais espessas são utilizadas, por terem um som seco, e ainda assim, terem uma presença de harmônicos bastante controlados. No bombo, uma pele de camada simples deixa o som a ressoar bastante, com uma grande presença de harmônicos,e geralmente dá um bom kick com um som mais definido.

Observação: Peles de camada simples são muito sensíveis às variações de afinação.

Peles de Camada Dupla (Double Ply) (Hidráulicas):

Geralmente, as peles de camada dupla mais espessas, soam melhor em tambores grandes, com tamanho acima de 14”. Proporcionam um som forte, com menos ataque em relação a uma pele de camada simples, porém com um grave profundo e harmônicos bem controlados.

Em tambores mais pequenos essas peles, dependendo das características do casco da bateria que está sendo usada, podem fazer com o que som fique muito abafado, ou sem vida, “assassinando” o som real do tambor. Nos timbalões e na tarola as peles de camada dupla menos espessas são as mais indicadas para quem procura um som controlado, porém, vibrante para que o tambor cante de uma forma agradável, e as de camada dupla mais espessas para quem procura um som mais grave e profundo, mais cheio. Já no bombo, a pele de camada dupla proporciona um grave a mais, com um melhor controlo, e um pouco mais de abafamento.

Quais são as peles mais conhecidas e utilizadas?

Existem muitas peles, mas as mais utilizadas e mais conhecidas são as seguintes:

Remo, Evans, Aquarian, Encore e RMV.

E as peles mudas? O que são?

Peles mudas como o nome indica, são peles que não produzem qualquer som e são apropriadas para quem quer estudar sem incomodar ninguém. São feitas de poliéster bem denso.

O que são aqueles anéis à volta de algumas peles e aqueles círculos no centro?

pele remo Como comprar Peles para Bateria? Quais as diferenças?

Os anéis servem para para abafar ou controlar o som do tambor, uma pele de bombo com um anel à volta serve para “segurar o som” para o bambo não ressoar tanto e tirar os harmônicos que muitas vezes não deveriam estar ali. Os círculos centrais servem para a mesma coisa, são mais comuns em peles de tarola e de timbalões. Existem peles para bombo com esse círculo, por exemplo a Remo CS.

Peles de ataque e peles de resposta

Peles de ataque são as peles onde batemos com as baquetas fazendo o som prolongar até chegar à pele de resposta. As peles de respostas são as de baixo, normalmente esquecidas pela maioria dos bateristas e não lhes é dada muita importância, o que é totalmente errôneo, uma vez que estas fazem o som do tambor mudar por completo, criando diferentes tipos de ressonância. As peles de resposta são em regra mais finas do que as de ataque e captam o som, fazendo o tambor cantar. Existem baterias sem pele de resposta, porém, estas têm um som bem mais seco e sem vida. Na tarola, por exemplo, o uso da pele de resposta é essencial, para o uso dos bordões.

Quando trocar as peles?

As peles devem ser trocadas quando não proporcionarem mais uma afinação adequada, ou no caso das peles porosas a camada de cima sair totalmente. Quando as peles ficam com marcas “buracos” por causa de batermos com muita força, pode-se usar um ferro de passar roupa, mas provavelmente vai modificar o som.